A Toca do Túlio

Fevereiro 17, 2009

Profissionais das forças de segurança manifestam-se a 31 de Março

Filed under: Sem-categoria — tuliohostilio @ 6:02 pm

 

Os profissionais das forças de segurança vão manifestar-se a 31 de Março em Lisboa contra a falta de condições de serviço e a “longa espera” pela revisão dos estatutos profissionais, anunciou hoje a Comissão Coordenadora que reúne sindicatos e associações do sector.

Em declarações à Lusa no final de uma reunião entre as estruturas que integram a Comissão Coordenadora Permanente das Forças e Serviços de Segurança para analisar a actual situação do sector, o presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) revelou que o actual descontentamento entre os membros das forças de segurança levou à marcação de uma manifestação.

“Agendámos uma manifestação nacional para o dia 31 de Março, pelas 17 horas, na Praça dos Restauradores”, adiantou Jorge Alves, acrescentando que essa decisão surge depois dos “constantes atrasos e adiamentos na apresentação da revisão dos estatutos”.

De acordo com Jorge Alves, com esta manifestação os profissionais das forças e serviços de segurança contestam, para além do atraso na revisão das carreiras, o aumento do tempo de trabalho para a aposentação, o que, no entender destes profissionais, coloca “em condições muito mais difíceis” a capacidade de garantirem a segurança dos cidadãos.

“Cada vez tem sido mais difícil aos profissionais das forças e serviços de segurança desempenharem devidamente a sua profissão tendo como consequência o aumento da criminalidade e o à-vontade com que o criminoso está neste momento a actuar na sociedade e a provocar o mal a todo o cidadão”, criticou.

Expectativa de 50 mil participantes

As estruturas sindicais pertencentes à Comissão Coordenadora Permanente esperam que perto de 50 mil associados adiram ao protesto de 31 de Março, disse Jorge Alves, apelando à participação de todos os profissionais.

“Não podem ser todos porque temos de garantir os serviços mínimos em todos os locais de trabalho onde prestamos funções”, mas “todos os profissionais que se consigam e possam deslocar aos Restauradores devem fazê-lo para assim, de forma clara e directa, manifestarem a sua indignação”, afirmou o presidente do SNCGP.

Questionado sobre a manifestação que o Sindicato dos Profissionais da Policia (SPP-PSP) marcou para o dia 21 de Abril, Jorge Alves defendeu que as duas acções de protesto não colidem, sendo até “mais uma forma de os profissionais manifestarem-se a sua indignação”.

A Comissão Coordenadora Permanente integra a Associação dos Profissionais da Guarda (APG-GNR), a Associação Sindical dos Profissionais da Policia (ASPP-PSP), a Associação Sócio-Profissional da Policia Marítima (ASPPM), o Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF-SEF) e o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP).

In PúblicoOnline

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Fevereiro 10, 2009

Estratégia de Segurança – 2009

Filed under: Forças e Serviços de Segurança — tuliohostilio @ 10:34 pm

O Governo tem um plano para combater o crime em 2009, mas o ministro Rui Pereira não está disponível para reagir aos indicadores que apontam para o crescimento da criminalidade em Portugal.

O anúncio da Estratégia de Segurança para 2009 era aguardado com muita expectativa, principalmente pelo que o titular do Ministério da Administração Interna poderia avançar em relação aos números de 2008. Pois, no Terreiro do Paço só houve espaço para uma sessão solene, com a leitura na primeira pessoa de um discurso de cinco páginas. Rui Pereira surgiu por detrás de um placard que anunciava a Estratégia de Segurança para 2009, colocou-se no palanque, leu durante cerca de vinte minutos, dobrou as folhas ao terminar as suas palavras e voltou para trás do placard.

Sem esclarecimentos adicionais e com poucas novidades, o ministro anunciou o lançamento de dois novos concursos para a admissão de mais dois mil elementos nas Forças de Segurança, para além da distribuição de 7.000 novas armas para a PSP e GNR. Os dois mil que iniciaram o curso no ano passado, deverão estar no terreno a partir de Outubro e ainda este ano serão incorporados mais 39 oficiais na GNR e 37 na PSP.

Na sua perspectiva, as prioridades passam pelo combate à criminalidade violento e o reforçar das forças de segurança, não só em número de efectivos, mas também nas condições de trabalho. Para além das armas, serão também distribuídos mil coletes à prova de bala e investidos 25 milhões de euros em infra-estruturas, estando previsto a conclusão de 11 novas esquadras ou quartéis.

Entre várias medidas que já eram conhecidas, surgem algumas nouances, como a criação de equipas mistas compostas por elementos das forças e dos serviços de segurança especialmente vocacionadas para prevenir e reprimir fenómenos criminais violentos e graves: «Estas equipas permitirão aprofundar a articulação e a coordenação entre as forças e os serviços de segurança, possibilitando, além disso, uma luta mais eficaz contra uma criminalidade com elevado grau de mobilidade e versatilidade».

Cidadão Responsável

Rui Pereira tem como importante a entrada em vigor da nova Lei das Armas, bem como a aprovação da Lei do Sistema Integrado de Informação Criminal, que vai garantir «a partilha de informação entre órgãos de polícia criminal».

Paralelamente, a estratégia passa também pela «aposta firme em programas de policiamento de proximidade», como incidência em «programas orientados para a protecção de vítimas especialmente indefesas, para a segurança de estruturas públicas (tribunais, escolas e estabelecimentos de saúde) e «para o controlo de fontes de perigo – sobretudo as armas».

Atento aos fenómenos de delinquência juvenil, o ministro da Administração Interna pretende lançar um programa «orientado para combater a violência, a incivilidade e o vandalismo grupais». Para além disso, será pedida a intervenção da cidade, nomeadamente através do Projecto «Cidadão Responsável», que vai tentar «sensibilizar as pessoas para o valor da segurança individual e comunitária, estimular a adopção de medidas de autoprotecção e promover a cooperação entre a comunidade e as Forças e os Sentidos de Segurança».

A articulação entre a GNR e a PSP e as empresas de segurança privada vai ser «aprofundada através da gestão de alertas e da interconexão a centrais de alarme», sendo que «nas zonas de risco vai ser intensificado» o patrulhamento com recurso às unidades especiais das forças de segurança.

In JNOnline

Fevereiro 2, 2009

‘Homejacking’ provoca reunião de emergência

Filed under: Segurança e Justiça — tuliohostilio @ 5:52 pm

Insegurança

O Gabinete Coordenador de Segurança esteve reunido de emergência para definir estratégias de combate aos assaltos violentos a residências. A reunião aconteceu na quinta-feira, após as forças de segurança reconhecerem que este crime aumentou, sobretudo no Grande Porto e Algarve.

 

O secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, Mário Mendes, convocou uma reunião de emergência na passada quinta-feira, do Gabinete Coordenador de Segurança para definir estratégias de combate ao homejacking – assaltos violentos a residências com os moradores lá dentro. O aumento deste crimes, principalmente na zona do Grande Porto e Algarve, está a preocupar as polícias que querem avançar com medidas e prevenção.


Neste gabinete, presidido pelo juiz conselheiro Mário Mendes, estiveram todos os dirigentes máximos das forças de segurança e dos serviços de informação: o secretário-geral do Sistema de Informação, Júlio Pereira, os directores nacionais da Polícia Judiciária, Almeida Rodrigues, da PSP, Oliveira Pereira, do SEF, Manuel Palos, e ainda o comandante-geral da GNR, Nélson Santos.

 

Esta foi a primeira reunião de emergência do gabinete criado em Agosto do ano passado – um órgão de assessoria e consulta para a coordenação técnica e operacional da actividade das forças e dos serviços de segurança, funcionando na directa dependência do ministro da Administração Interna. Todos estiveram de acordo quanto à necessidade de organizar uma campanha de prevenção, com um conjunto de medidas que as pessoas devem tomar para não facilitar a entrada de criminosos nas suas casas.

 

Durante o encontro, ficou decidido que os chefes das polícias irão dirigir e coordenar os esforços para a investigação criminal, bem como para os avisos de prevenção à população. A reunião serviu igualmente para diagnosticar o modus operandi do casos de homejacking, que aponta para uma criminalidade grupal organizada e com uma grande capacidade de mobilidade por todo País. “Já houve, por exemplo, um caso em que o mesmo grupo que assaltou uma casa em Cascais de manhã, foi depois identificado a assaltar outra em Gaia, à tarde”, explicou fonte policial.

 

Mas, apesar da maior incidência no Norte e Sul do País, o homejacking não é um fenómeno exclusivo do Grande Porto e da região algarvia. Nos últimos seis meses, a directoria da P J de Lisboa registou nos últimos seis meses 58 assaltos à mão armada a casas particulares. Na maioria dos casos, os assaltantes planeiam o roubo ao pormenor, vigiando as habitações e estudando os hábitos de vida dos moradores. Segundo fontes policiais, há cada vez mais situações em que os ladrões actuam de madrugada, com os moradores a dormir. Entram nas habitações e, só quando são surpreendidos, é que recorrem à violência.

 

Embora ainda não existam dados estatísticos, este novo fenómeno da criminalidade assumiu maior importância após o caso de Domingos Paciência, o treinador da Académica, cuja mulher e os três filhos estiveram a 17 de Janeiro sequestrados num quarto da casa da família, em Leça da Palmeira. Este crime, pela sua mediatização, causou algum alarme social, aumentando o sentimento de insegurança e, por isso, o secretário–geral de Segurança Interna, entendeu ser preciso tomar medidas urgentes.

 

In DNOnline

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