A Toca do Túlio

Dezembro 18, 2008

General espanhol apaga fogos entre portugueses (GNR/Armada)

Filed under: Sem-categoria — tuliohostilio @ 9:57 am

Defesa. Reforma das forças de segurança da Guiné-Bissau

 O general espanhol que chefia a missão da UE na Guiné-Bissau vai chamar um especialista para resolver um diferendo entre dois oficiais portugueses, um da GNR e outro da Armada, soube o DN junto de várias fontes.

O impasse no processo de reforma das forças de segurança da Guiné-Bissau – a cargo da missão da UE que Portugal recusou chefiar – centra-se no Sistema de Autoridade Marítima (SAM), actualmente na tutela do Ministério dos Transportes. Das informações recolhidas, os representantes da GNR e da Marinha levaram para a Guiné-Bissau o braço-de-ferro que as duas instituições travaram há poucos meses em Portugal sobre a matéria.

Segundo as fontes, o coronel Costa Cabral – oficial da GNR que é o número dois da missão da UE – defende a criação de uma Guarda Costeira guineense com responsabilidades de fiscalização até às 12 milhas, a partir das quais transitariam para a Marinha de guerra. O modelo implica que o SAM guineense seja integrado no Ministério da Administração Interna.

O representante da Armada, capitão-de-mar-e-guerra Fernandes Carvalho (com patente igual à de Costa Cabral e mais antigo, observaram as fontes), sustenta que a Guiné-Bissau deve copiar o modelo português de ter uma “Marinha de duplo uso”. Esta solução implica colocar o SAM na tutela do Ministério da Defesa e, segundo os seus defensores, permite concentrar recursos humanos e materiais numa única estrutura, evitando duplicações e permitindo poupanças de verbas.

Perante a irredutibilidade das duas visões sobre o futuro do SAM guineense, o general espanhol Esteban Verástegui decidiu “chamar um maritime adviser” de outro país europeu para ultrapassar o dilema, revelou uma das fontes.

Quanto às autoridades guineenses, diz-se nos bastidores que o vice-chefe da Armada, capitão-de-mar-e-guerra Zamora Induta, defende o SAM na tutela da Defesa. Contudo, o recente ataque contra o Presidente Nino Vieira deixou o ramo “na mó de baixo”, observou uma das fontes.

Segundo outra fonte, há também divergências entre portugueses quanto à reforma do Exército guineense: o representante da GNR – e a França, com interesses na região – privilegiam a existência de uma Guarda Nacional.

A missão de reestruturação do sector da segurança guineense – a “UE RSS Guiné-Bissau” – foi criada por proposta de Lisboa na presidência portuguesa da UE (2007). Esta operação europeia é a primeira a abranger a reforma conjunta dos sectores da Defesa, Segurança e Justiça.

Os debates no Ministério da Defesa e com o dos Negócios Estrangeiros levaram Portugal a abdicar da chefia da operação da UE, entregue a um general espanhol.

IN DNOnline de 18/12/2008

3 comentários »

  1. O comodoro no seu melhor, aposto…

    Comentar por Zé Vinho (na taberna... sempre) — Dezembro 18, 2008 @ 9:51 pm | Responder

  2. Que o Natal seja amigo e solidário.

    Que o ano de 2009 conserve a saúde, a amizade e a capacidade de acreditar e continuar a esperança.

    Comentar por MRelvas — Dezembro 21, 2008 @ 11:07 am | Responder

  3. Uma vergonha. Nem no estrangeiro se coibem de querelas de capelinhas. Por mim regressavam os os dois imediatamente ao puto.

    Comentar por João Vinagre — Dezembro 23, 2008 @ 11:37 am | Responder


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