A Toca do Túlio

Abril 30, 2008

MAI emite despacho para garantir a presença de mais de um elemento nas instalações da GNR e de PSP

Filed under: Forças de Segurança — tuliohostilio @ 4:29 pm

Segurança: MAI emite despacho para garantir presença de mais de um agente nas instalações da PSP e da GNR

O Ministério da Administração Interna (MAI) emitiu hoje um despacho sobre a organização do dispositivo das forças de segurança para garantir que estejam de serviço nas instalações da PSP e da GNR mais do que um agente ou militar.

Em comunicado, o MAI adianta que o despacho visa garantir que as forças de segurança organizem o dispositivo e as escalas para que “não haja esquadras ou postos apenas com um agente ou militar de serviço”.

Segundo o MAI, o comandante-geral da GNR e o director nacional da PSP devem tomar as “medidas tendentes” à organização do dispositivo e das escalas “em articulação com o secretário de Estado da Administração Interna”, Rui Sá Gomes.

Fonte do Ministério da Administração Interna disse à Agência Lusa que o despacho não identifica as medidas operacionais, que ficam a cargo da GNR e da PSP.

O despacho do Ministério da Administração Interna surge após o incidente ocorrido domingo na esquadra de Moscavide, Loures, quando 10 a 15 homens invadiram o local onde estava só um polícia e agrediram um jovem de 20 anos que pretendia apresentar queixa do grupo, que depois fugiu.

Lusa

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Abril 29, 2008

A esquadra e o Ministro

Filed under: Forças de Segurança — tuliohostilio @ 5:32 pm

Ministro considera “desaconselhável” haver apenas um agente nas esquadras 

Sublinhando que “não é prática aconselhável haver uma esquadra da PSP em que esteja apenas um agente da polícia”, o ministro sustentou que “as esquadras, em termos simbólicos e efectivos, devem ser locais onde tem de imperar a segurança”.

Rui Pereira, que falava à margem de uma visita ao certame agro-pecuário Ovibeja, reagia ao caso do grupo de perto de 15 homens que anteontem invadiu a esquadra da PSP de Moscavide, concelho de Loures, na qual estava apenas um agente, agredindo um jovem de 20 anos que pretendia apresentar queixa do grupo.

Para o ministro, tratou-se de “uma agressão muito grave, porque foi praticada dentro de uma esquadra policial”, esperando que “os autores da agressão sejam identificados, capturados e apresentados perante a justiça”.

Apesar de frisar que “ninguém pode garantir que não vai haver uma cena de violência perto ou dentro de uma esquadra”, Rui Pereira garantiu que o Governo vai “tomar medidas, para que não haja esquadras da PSP em que esteja apenas um agente”, recusando-se a associar o caso de Moscavide a uma eventual falta de efectivos na polícia. “A própria esquadra da PSP de Moscavide dispõe de mais de 40 agentes. Portanto, queremos que o trabalho de polícia seja organizado, para que nunca esteja apenas um agente dentro de uma esquadra”, frisou

Rui Pereira repudiou também o caso do jovem de 18 anos que foi detido também no domingo pela PSP em Beja por alegadas agressões físicas a dois agentes. O incidente ocorreu “à porta da esquadra” e após o jovem ter sido submetido a interrogatório policial. “Não podemos ser complacentes com essas agressões”, defendeu, salientando que a PSP “cumpriu com competência o seu papel, porque deteve o jovem e o apresentou perante a justiça”.

“A partir daqui não faço mais nenhum comentário, porque compete às autoridades judiciais dirigir a investigação do crime e julgar o jovem”, rematou.

Para frisar a “importância que o Governo dá à segurança”, o ministro lembrou o plano estratégico de segurança que, além dos “1278 militares da GNR e 996 agentes da PSP” já admitidos “desde o início da legislatura”, prevê, até ao final do mandato, “admitir mais 2000 agentes da PSP e militares da GNR”.

In Público online

Abril 28, 2008

Invasão da Esquadra

Filed under: Forças de Segurança — tuliohostilio @ 5:45 pm

Grupo invade esquadra de Moscavide para agredir rapaz que apresentava queixa 

A esquadra da PSP de Moscavide foi ontem invadida, cerca das 17h00, por um grupo de dez a quinze homens que agrediram um jovem de 20 anos. O rapaz encontrava-se a apresentar uma queixa contra aqueles indivíduos, noticia hoje o jornal “24 Horas”.

O queixoso já estava a prestar depoimento perante o único polícia que estava naquele momento da 35ª esquadra de Lisboa, quando o grupo entrou nas instalações e saiu a correr depois de o agredir, segundo testemunhas no local.

A vítima teve de receber assistência médica, pelo que não pode acabar de apresentar a queixa.

O presidente da Junta de Freguesia de Moscavide disse notar um aumento da violência desde Janeiro, altura em que a PSP local alargou o patrulhamento de duas para três freguesias, mantendo o número de efectivos.

O autarca socialista Daniel Lima comentava assim a notícia da invasão, domingo, da esquadra da PSP de Moscavide, concelho de Loures, por um grupo de 10 a 15 homens que agrediram um jovem de 20 anos que pretendia apresentar queixa do grupo. Na esquadra estava apenas um agente.

“As coisas têm piorado desde Janeiro com assaltos a vários estabelecimentos e vejo esta situação [a invasão da esquadra] com alguma preocupação porque mostra que o policiamento não está a ser feito devidamente”, disse Daniel Lima. Segundo o presidente da Junta de Freguesia de Moscavide nota-se um aumento da violência desde o início do ano, fenómeno que atribui ao facto de desde essa altura a PSP ter passado a patrulhar, além das freguesias de Moscavide e da Portela, a do Prior Velho com o mesmo número de agentes.

O presidente considera que o facto de na altura em que o grupo invadiu a esquadra se encontrar apenas um agente nas instalações demonstra que falta policiamento e reclamou o reforço do número de agentes nas ruas. “O policiamento deve ser reforçado e apeado porque a presença mais visível da polícia cria um sentimento de maior segurança”, sustentou Daniel Lima, adiantando que a existência de dois carros-patrulha da PSP para percorrer três circuitos é insuficiente. O autarca disse, ainda, que vai contactar o Ministério da Administração Interna no sentido de perceber o que está a ser mal feito e o que é preciso fazer para corrigir.

 PSP explica que restantes agentes estavam em patrulhas exteriores

O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP justificou e a presença de apenas um agente na esquadra de Moscavide no domingo. A comissária Ana Nery, a oficial que esteve ontem ao serviço do Comando Metropolitano de Lisboa, explicou que “a área da esquadra de Moscavide não é crítica” e que o facto de haver muitas pessoas na rua levou a que os agentes, cujo número não precisou, tivessem sido destacados para patrulhamentos no exterior.

A comissária reforçou a ideia da presença de muitas pessoas na rua, afirmando que se tratava de um domingo com temperaturas elevadas. Quanto à alegada invasão da esquadra, a comissária disse que o episódio começou com uma desordem em Moscavide entre vários elementos de um grupo, formado por 10 ou 11 pessoas.

Um dos elementos, adiantou a fonte, fugiu para o interior da esquadra da PSP, onde foi agredido pelo resto do grupo, que entrou e saiu rapidamente do local. De acordo com a mesma fonte, a vítima não quis apresentar queixa nem receber assistência médica e não conseguiu explicar quem eram os outros elementos do grupo. A comissária acrescentou que não houve danos materiais nem outros feridos na esquadra, onde na altura do incidente, cerca das 17h00, estavam mais dois cidadãos.

In Público Online

Abril 24, 2008

Afinal……….

Filed under: Forças de Segurança — tuliohostilio @ 3:41 pm

“A verdade é como o azeite, acaba sempre por vir ao de cima, mesmo que as provas permaneçam camufladas acumulando teias de aranha, durante algum tempo.”

Fátima satisfeita com actuação da GNR um ano depois da saída da PSP

Políticos, dirigentes locais e população de Fátima concordam numa coisa: a passagem da PSP para a GNR na cidade-santuário trouxe mais segurança e maior estabilidade na relação com a comunidade. “Dantes, ouvíamos falar em assaltos mas agora ninguém já fala nada”, disse à Agência Lusa António Borges, proprietário de um café perto do Santuário de Fátima, que só tem elogios para os militares da GNR. “Eles são mais do que a PSP mas, além disso, parece que até têm outro cuidado. Não têm nada a ver com a imagem tradicional do GNR barrigudo e de bigode”. O empresário já teve de ir ao posto de Fátima para pedir informações sobre a circulação numa grande peregrinação e, mesmo aí, os comentários são positivos. “São atenciosos e muito prestáveis”, considerou.

Há exactamente um ano, o render da guarda na segurança de Fátima era feito entre a PSP e a GNR, no âmbito da remodelação das áreas de actuação daquelas duas forças. Na ocasião, Fátima era o ponto mais controverso dessa mudança de responsabilidades até porque a PSP tinha já um historial muito grande na cidade e era responsável pela vigilância das grandes peregrinações, com mobilização de meios adicionais.

A GNR entrou em Fátima com a responsabilidade de vigiar toda a freguesia e não apenas a cidade como sucedia com a PSP, contando com mais duas dezenas de homens, equipamentos novos, patrulhamento a cavalo e uma maior gestão das câmaras de videovigilância – que agora será completada com a legalização dos equipamentos no interior do Santuário.

Um ano depois, os elogios são unânimes, reconheceu Pedro Pereira, presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Ourém, que destaca o esforço da GNR em colaborar com a comunidade local. “Acho que ficámos a ganhar com esta mudança porque eles entraram com outro tipo de postura, organização, mais meios e mais homens”, afirmou, considerando que, “após alguma resistência” parece que “houve outro empenhamento” das autoridades no diálogo com a comunidade local.

Posição semelhante tem a Câmara de Ourém, que elogia o trabalho da GNR no último ano, depois de anos de queixas de “falta de meios e de eficácia”. David Catarino, presidente da Câmara de Ourém, concorda que “houve um reforço de meios mas também uma intervenção qualificada de forma diferente”, tendo-se contribuído para uma “modificação radical nas condições de segurança e de acompanhamento do estacionamento”.

Catarina Rodrigues, moradora na cidade, concorda e diz que a imagem da cidade está melhor desde que chegaram os militares da GNR. “Já não há tantos pedintes e os assaltos diminuíram”, disse a residente. Já António Gonçalves, comerciante local, vai mais longe e diz que a GNR “mudou a maneira de ver de muita gente” porque afinal a “PSP não era assim tão boa como todos pensavam”. Mas, na sua opinião, para essa mudança muito contribuiu o reforço substancial de meios: “eles tinham de fazer aqui boa figura e por isso investiram tudo”.

O presidente da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), Francisco Vieira, também concorda que houve uma “melhoria qualitativa do serviço prestado à população”, com um “policiamento em todas as áreas da freguesia”. “É com agrado que nós vemos a intervenção da GNR e esperamos que se mantenha” até porque “em tudo aquilo que precisámos, e foi muito, eles têm sido inexcedíveis”, disse este dirigente local.

In Mirante Online

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