A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) considera que o anúncio de aumentos de 1,5 por cento feito hoje pelo ministro da Administração Interna é “enganoso” e que é uma tentativa de desmobilizar a manifestação de quinta feira.
O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, lamentou hoje, em declarações à agência Lusa, o anúncio do ministro, dizendo que este “enganou os cidadãos” e que é uma “tentativa de desmobilizar a manifestação”.
O ministro Rui Pereira disse hoje, no Porto, que os agentes da PSP e os militares da GNR vão ter este ano um aumento de 1,5 por cento na remuneração ilíquida.
“Lamentamos as declarações do ministro, porque o aumento de 1,5 por cento é sobre os suplementos. A título de exemplo, posso dizer que este aumento significa 11 euros para um polícia que ganha 755 euros de ordenado base”, explicou à Lusa Paulo Rodrigues.
O sindicalista acrescentou que com a entrada em vigor do novo estatuto profissional, com o qual a ASPP não concorda, há uma redução dos suplementos superior ao aumento anunciado.
“O estatuto profissional que nós criticamos vai reduzir em dobro o suplemento patrulha e especial de polícia, retirando 20 euros aos polícias antes de os aumentar 11 euros, portanto não há qualquer aumento dos salários”, acrescentou.
Assim, a ASPP lança um repto ao Ministério da Administração Interna: “Os profissionais da PSP abdicam do subsídio de fardamento se o ministério conceder o uniforme adequado ao desempenho da missão sempre que seja necessário”.
A associação pretende também “deixar bem vincado” que a “manifestação não pretende exigir aumentos salariais, mas simplesmente um estatuto que sirva a instituição, os profissionais e melhore a eficácia da PSP junto dos cidadãos”.
IN Dn 24/05/2010