O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, vai estar na apresentação de um livro que afirma que a polícia está «mal preparada, desmotivada e sem condições de trabalho», havendo agentes que passam fome, com uma vida familiar desestruturada e problemas de saúde
O livro Polícia à Portuguesa, de Fernando e Mário Contumélias, é lançado hoje em Lisboa e traça um retrato «confrangedor» e «assustador» da PSP através das dezenas de entrevistas a elementos da corporação com diferentes estatutos profissionais, idades distintas e várias experiências.
O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, já confirmou a sua presença no lançamento do livro, a qual será feita no Palácio Foz, em Lisboa, pelo social-democrata e antigo ministro da Administração Interna Ângelo Correia.
Segundo o livro, parte significativa dos agentes da PSP sofre de problemas «mais ou menos graves» de saúde ou de «foro psicológico» devido à dura profissão que escolheram, além de estarem sujeitos a regras «que não compreendem e consideram um impedimento ao correcto cumprimento da sua missão e que os torna alvo fáceis de sucessivos processos disciplinares ou criminais».
Segundo as entrevistas feitas por Fernando e Mário Contumélias, os agentes queixam-se também de «perseguições internas, de favoritismos, de partidarização da corporação e da influência militar».
O livro destaca que a PSP «esconde o exponencial número de suicídios dos seus agentes» e os psicólogos «não sabem como resolver os problemas dos elementos da corporação que os conduzem a este desespero».
Os agentes lamentam igualmente terem que fazer os serviços gratificados, pelo menos durante quatro horas à porta de instituições particulares (bancos, supermercados, embaixadas), tendo por base uma escala de serviço voluntária, mas que estão «obrigados» a fazê-lo para «conseguir sobreviver».
No livro, que pretende ser um retrato da polícia feito pelos próprios polícias, Fernando e Mário Contumélias defendem que «melhor polícia» não significa «mais polícia», mas sim «mais e melhor formação, acompanhada por meios modernos eficazes e suficientes».
Lusa/SOL
Se fizessem um sobre a guarda não seri melhor
Comentário por Zé da Fisga — Novembro 18, 2008 @ 1:06 pm |
não tarda e já caiu no esquecimento… ainda não percebi o que é que o sr.MAI foi lá fazer…
Comentário por nelson — Novembro 19, 2008 @ 5:35 pm |