“Casa roubada, trancas na porta”. Não: casa roubada, disparates em série. No domingo, um grupo de cidadãos invade uma esquadra de polícia, surra um cidadão (que ali tinha entrado para se proteger), na presença do único agente que a ocupava, e desanda sem problemas. No dia seguinte, a porta-voz da PSP desdramatiza: não há razão para alarme.
É um incidente isolado e o bairro não é problemático. Dois dias depois, o ministro da Administração Interna anuncia uma reorganização de escalas dos efectivos da Polícia porque, diz, não pode haver esquadras com apenas um efectivo.
O que é que tudo isto sugere? Primeiro: desnorte. Do Governo. A reafectação de escalas não ataca a raiz do problema e suspeita-se que sirva apenas para mostrar que o Governo tem resposta para o incidente. Segundo: o País tem mesmo razões para estar alarmado com o problema da (In) Segurança (veja-se o crescimento do ‘carjacking’). Porque a Justiça, e os órgãos que a tutelam, já não infundem respeito à sociedade. Senão como explicar o à-vontade com que um grupo de meliantes faz justiça pelas próprias mãos? Dentro de uma esquadra e nas barbas de um agente da polícia?
Terceiro: é precisamente pelo facto de o episódio ter ocorrido num bairro sem problemas que devemos estar alarmados. Então e se fosse num bairro problemático? Surrava-se o polícia e linchava-se o cidadão à sua guarda?
Camilo Lourenço
Caro estudioso da temática,
o problema vai mais longe… não foi um grupo de meliantes que invadiu a esquadra… quem o fez foi uma grupo de uma dúzia de jovens normais dos subúrbios, que perdeu todo o respeito à autoridade, aos pais, à família, à escola…
Penso eu ser este o problema fundamental. Com os meliantes podemos nós bem!
E com, os apenas mal educados, o que lhes fazemos? Vamos prendê-los? Onde e por quanto tempo?
Abraço.
Comentário por Cristiano Ronaldo — Maio 1, 2008 @ 9:17 am |
“Casa roubada, trancas na porta”.
Lá diz a douta sabedoria popular…
Abraço
Comentário por Paulo Sempre — Maio 1, 2008 @ 10:05 pm |